Afogados da Ingazeira

 
 
Yane Marques, orgulho de Afogados da Ingazeira  : Medalha de Bronze no Pentatlo Moderno em Londres 2012
 
Yane Marques brilha e conquista o bronze inédito no pentatlo moderno
Brasileira ganha a primeira medalha do Brasil na modalidade. Prata no Mundial de 2009, lituana Laura Asadauskaite leva o ouro, e britânica é prata
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Ela saiu da cidade de Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, de apenas 35 mil habitantes, para ganhar o mundo e fazer história nas Olimpíadas de Londres. Depois de começar a etapa final do pentatlo moderno na liderança da prova ao lado da lituana Laura Asadauskaite, Yane Marques conquistou neste domingo a medalha de bronze, a primeira do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos.
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Na última competição dos Jogos de 2012, a brasileira e a lituana largaram na frente, mas Asadauskaite teve um rendimento melhor na corrida e, com um ritmo forte, disparou na liderança, garantindo a medalha de ouro. A britânica Samantha Murray também conseguiu ultrapassar a brasileira, que segurou a americana Margaux Isaksen nos metros finais e, exausta, se jogou no chão após cruzar a linha de chegada. Apenas depois de alguns minutos ela conseguiu se levantar para comemorar a medalha inédita.
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- Tudo que eu falei antes de chegar aqui aconteceu. Cheguei no auge da minha forma física, joguei muito bem taticamente durante a prova e, como eu dizia, se tudo corresse bem, teríamos o que comemorar. Estou orgulhosa, é uma responsabilidade. Eu queria que essa fosse a última Olimpíada com apenas um brasileiro participando no pentatlo, tenho certeza de que a partir de 2016 essa historia vai mudar - disse Yane ao Sportv.
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Na última das quatro provas, o combinado (tiro e corrida), as atletas correm 3.000 metros e têm três paradas para atirar - cada um precisa acertar cinco vezes o alvo, que fica a 10 metros de distância, no tempo-limite de 70 segundos. Quem alcançar a melhor pontuação nas outras provas (esgrima, natação e hipismo) larga na frente na corrida. Os pontos são transformados em segundos, que determinam o intervalo entre a saída de cada atleta. Cada quatro pontos correspondem a um segundo, ou seja, uma diferença de 40 pontos implica um intervalo de 10 segundos entre as atletas.
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A conquista do bronze premiou a regularidade de Yane, de 28 anos. Na esgrima, que abriu a disputa do pentatlo moderno, ela ficou em sexto lugar. Na natação, ela também foi a sexta melhor, pulando para a segunda colocação no geral. Em sequência, veio hipismo, etapa em que ela foi a nona colocada, mas, no geral, assumiu a liderança, ao lado da Laura Asadauskaite, atual líder do ranking mundial.
 
Podium Yane Marques
Murray, Asadauskaite e Yane: as medalhistas da última competição das Olimpíadas (Foto: Agência AFP)
 
Na prova que unia corrida e tiro, a europeia confirmou seu favoritismo. Porém, as três medalhistas encontraram razões para comemorar muito. Com grande apoio da torcida, a segunda colocada, Samantha Murray, garantiu a última medalha britânica nos Jogos de Londres e chegou a pular no pódio, enquanto Yane, emocionada, beijava seu bronze, que tinha o doce sabor da vitória.
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O pentatlo moderno compõe-se por cinco modalidades diferentes, tem mais de 10 horas de duração, contando os intervalos, e é disputado na seguinte ordem: esgrima, natação, hipismo e combinado (corrida e tiro). É proclamado vencedor aquele que obtiver o melhor desempenho geral. O esporte surgiu na Grécia Antiga em 708 a.C., tendo Lampis de Esparta como seu primeiro campeão. No início do século XX, o Barão de Coubertin decidiu estimular a realização do pentatlo moderno justamente para colocar a modalidade nos Jogos Olímpicos. O pentatlo estreou nas Olimpíadas de 1912, em Estocolmo. Cem anos depois, uma mulher forte nascida no sertão gravou seu nome na história da esporte brasileiro.
 
GLOBOESPORTE.COM
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Yane Marques conquista bronze no pentatlo moderno
Pouco conhecida no Brasil, atleta chegou a Londres como a 3ª colocada do ranking mundial
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Na última competição da Olimpíada de Londres, o Brasil conquistou mais uma medalha. Yane Marques ganhou neste domingo, 12, o bronze no pentatlo moderno, que reúne as disputas de esgrima, natação, hipismo, tiro e corrida num único dia. Na prova, a brasileira somou 5.340 pontos e terminou na terceira colocação.
 
Yane Marques Hipismo
 
A lituana Laura Asadauskaite, que lidera o ranking mundial, confirmou o seu favoritismo e conquistou a medalha de ouro com 5.408 pontos. A britânica Samantha Murray ficou com a prata ao superar Yane Marques na parte final do evento combinado, que reúne disputas de tiro e corrida, e terminou a disputa do pentatlo moderno com 5.356 pontos.
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Assim, o Brasil encerra sua participação nos Jogos de Londres com 17 medalhas, quebrando o recorde de 15 pódios que conseguiu em Atlanta/1996 e Pequim/2008. A melhor campanha brasileira na história, porém, continua sendo a de Atenas/2004, quando ganhou cinco medalhas de ouro - foram 10 no total.
 
Yane Marques Esgrima
 
Em Londres, as medalhas brasileiras foram três de ouro (Sarah Menezes, Arthur Zanetti e vôlei feminino), cinco de prata (Thiago Pereira, Alison/Emanuel, Esquiva Falcão Florentino, vôlei masculino e futebol masculino) e nove de bronze (Felipe Kitadai, Mayra Aguiar, Rafael Silva, Cesar Cielo, Adriana Araújo, Yamaguchi Falcão Florentino, Juliana/Larissa e Robert Scheidt/Bruno Prada e Yane Marques).
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Pouco conhecida do grande público brasileiro, a pernambucana Yane Marques chegou a Londres como a terceira colocada do ranking mundial do pentatlo moderno. Aos 28 anos, ela disputou sua segunda Olimpíada, depois do 18º lugar em Pequim/2008. E, dessa vez, foi ao pódio olímpico.
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Para chegar ao pódio, Yane esteve sempre entre as primeiras colocadas durante todo o dia de competição no pentatlo moderno. Na esgrima, que abriu a programação, terminou em sexto lugar. Depois, com a natação, subiu para a vice-liderança. E no hipismo ficou empatada com a lituana Laura Asadauskaite na ponta. Por fim, veio o evento combinado, com tiro e corrida, no qual a brasileira assegurou a medalha de bronze.
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AGENCIA ESTADO
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Yane Marques diz que competiu com cavalo velho e causa saia-justa com dirigente
Por José Ricardo Leite
 
A atleta brasileira Yane Marques causou uma saia-justa na coletiva após ganhar a medalha de bronze no pentatlo moderno dos Jogos Olímpicos de Londres.
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Na zona mista, em entrevista para a imprensa brasileira, disse que na prova de hipismo teve que se superar por correr com um cavalo com um olho afundado.
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“Montei bem, porque o cavalo que eu peguei falavam que era velho e que ia cansar. Então eu tive que dar um jeito no fim da prova”, falou. Depois, foi perguntada sobre quem deu essa informação. “O pessoal da organização falou. Foi difícil. Tive que usar todos os meus recursos.”
 
Yane Marques Hipismo
 
Depois, na coletiva, Joel Bouzou, secretário-geral da União de Pentatlo Moderno, foi questionado sobre o assunto. E disse que a imprensa brasileira estava mal informada.
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Instantes depois, foi avisado que a própria brasileira havia dito isso. Yane estava na coletiva do lado de Bouzou e explicou baixo, para o intérprete, que repassou o recado para o dirigente. Instantes depois, Bouzou se pronunciou.
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“Os cavalos são escolhidos por especialistas internacionais experientes e não acredito que tivemos esse problema”, falou o dirigente, ao tentar encerrar a polêmica.
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Após a explicação, Yane pediu desculpas ao dirigente e saiu visivelmente sem graça da coletiva. "Era um cavalo de 16 anos, mas dava para competir", falou.
 
UOL
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Após bronze histórico, Yane espera ter mais "concorrência" no pentatlo moderno do Brasil
 
Depois de passar por disputas de esgrima, natação e hipismo, a brasileira Yane Marques largou na frente no evento combinado de corrida e tiro que decidiu o pódio do pentatlo moderno, e não decepcionou. A pernambucana chegou em terceiro na prova decisiva e conquistou uma medalha inédita para o Brasil na última competição dos Jogos Olímpicos de Londres.
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A brasileira levou vantagem no primeiro estande de tiro e logo abriu dez segundos em relação à segunda colocada, a lituana Laura Asadauskaite, líder do ranking mundial. Mas a rival conseguiu tirar a diferença na corrida e ultrapassou Yane. Na terceira série de tiros, a britânica Samantha Murray assumiu o segundo lugar, e a pernambucana chegou em terceiro para assegurar o bronze.
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A lituana Laura Asadauskaite ficou com o ouro, e a prata foi para a britânica Samantha Murray. Yane terminou a competição com 5.340 pontos, 68 a menos que a campeã, que bateu o recorde olímpico de 5.408. Ela chegou a ter o terceiro lugar ameaçado no final da corrida, mas terminou o evento combinado em 12min12s08, contra 11min55s64 da primeira colocada.
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Yane tinha somado 3.268 pontos nas três primeiras provas do pentatlo moderno e chegou na corrida final empatada com a lituana na primeira posição, ganhando o direito de largar em primeiro lugar no percurso cross country em que elas precisam acertar cinco alvos antes de percorrer três trechos de 1.000 metros.
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O pentatlo moderno reúne cinco esportes e é disputado em apenas um dia. Depois das competições de esgrima, natação e hipismo, o atleta que tiver somado mais pontos larga na frente na última prova que combina corrida e tiro.
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No esgrima, Yane ficou em sexto, e pulou para a vice-liderança após atingir seu recorde pessoal nos 200 m livre da natação. Com um nono lugar no hipismo após derrubar dois obstáculos, a pernambucana entrou na briga por medalha.
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Yane Marques é a terceira colocada do ranking mundial e tem bons resultados desde Pequim, quando foi só a 18ª colocada. Ela foi sexta no Mundial de 2010, sétima em 2011 e sexta novamente neste ano, meses antes das Olimpíadas.
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A pernambucana já foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007, e ficou com a prata no ano passado em Guadalajara. Em Pequim-2008, Yane ficou em 18º lugar após perder pontos na prova do hipismo, por causa do refugo de sua montaria.
 
UOL
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Veja imagens da prova que deu a medalha de bronze para Yane Marques
 
Yane Marques Esgrima
 
Yane Marques Esgrima
 
Yane Marques Esgrima
 
Yane Marques Hipismo
 
Yane Marques Hipismo
 
Yane Marques Hipismo
 
Yane Marques Natação
 
Yane Marques Natação
 
Yane Marques Natação
 
Yane Marques Podium
 
Yane Marques Podium
 
Yane Marques Podium
 
 
Sem patrocínio privado, Yane vira militar e dá salto na carreira
Por Cirilo Junior
 
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do pentatlo moderno começou a mudar de patamar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas brasileiras a serem integradas ao Exército, com o objetivo de se formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio, disputados em 2011. Como sargento da instituição, ela passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
 
Yane Marques Esgrima
 
"Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria", afirmou França.
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Quando se refere ao pentatlo como um esporte caro, o treinador salienta que, além das cinco modalidades praticadas (esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida), Yane precisa praticar musculação e ter uma equipe que inclui psicólogo e nutricionista, além dos deslocamentos para treinos.
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Yane segue no Exército e mora no Recife. Já França fica em Porto Alegre. Os trabalhos feitos em conjunto acontecem na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, onde há todas a estrutura necessária, destaca o treinador. Ele disse esperar que a conquista de Yane em Londres inspire uma melhor estruturação do pentatlo em todo o País. França ressalta que a medalhista olímpica é uma atleta excepcional no cenário brasileiro.
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"Ela é um ponto fora da curva. No nível dela, a gente não tem. Há atletas de bom nível, mas não no dela", observa. A rotina de treinamentos de Yane é puxada. Os treinos, de segunda a sábado, variam de 6 a 8 horas por dia. Portanto, não há muito espaço para que ela tenha outra atividade. É exigida dedicação quase que integral.
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Outro fator que, segundo França, impulsionou a carreira de Yane foi o programa científico do COB iniciado há dois anos para melhorar a performance dos atletas. Nele, é feito uma espécie de DNA de cada um, e do que é preciso, em termos de treinamento e alimentação, para se obter melhores resultados. Tudo feito com acompanhamento para observar o desenvolvimento dos atletas.
 
TERRA
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Yane supera cavalo velho e cansado e vê bronze como "divisor de águas"
Por Cirilo Junior
 
A manhã de Yane Marques na prova do pentatlo na Olimpíada de Londres foi quase perfeita. Depois de sair em sexto lugar na esgrima, pulou para a vice-liderança na natação, entrando nas provas da tarde (hipismo e combinado de corrida e tiro) em uma boa posição para brigar por medalhas. O sorteio dos cavalos para a parte de equitação, no entanto, não ajudou a brasileira. "Over the Odds" era visto como um cavalo velho e cansado, e Yane, ainda que goste muito dessa parte do pentatlo, sabia que teria que se superar ali, contando com a também com a performance do animal.
 
Yane Marques Hipismo
 
"Infelizmente, tem que contar um pouco com o fator sorte. A orientação que eu tive é que o cavalo era muito velho e estava cansado e que do meio para a frente ele podia parar a qualquer momento. Mas estava preparada e consegui terminar bem a equitação", contou a atleta.
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O resultado foi a 9ª colocação nos saltos e a manutenção da segunda posição. Yane frisou que estava bem treinada para a parte de equitação, a preferida da brasileira. A rotina dura de treinamentos foi lembrada pela atleta logo após ter subido ao pódio, apenas alguns minutos depois de ter sido agraciada com a medalha de bronze, a primeira na história do pentatlo moderno brasileiro.
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"São 6 a 8 horas de treinos por dia, é muita abnegação. Para se ter ideia, há algumas semanas eu faltei à festa de Bodas de Diamante dos meus avós. Fui a única da família ausente. Estava treinando nos Estados Unidos. Tento me dedicar o máximo possível para conseguir o melhor resultado", observou.
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Yane disse esperar frutos para o esporte desse marco histórico. Espera que crianças possam se interessar e passar a praticar mais o esporte. A atleta frisou não gostar do fato de ser a "filha única" do pentatlo brasileiro na Olimpíada de 2012.
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"Reconheço que, assim como a medalha de ouro no Pan, é um divisor de águas. Não sei, espero que as crianças se espelhem nessa medalha e acreditem que é possível, que todos podem chegar. Que em 2016 a gente tenha muita gente fazendo pentatlo e que tenha sido a última vez que só um atleta representou o Brasil", conclamou.
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Londres foi a segunda Olimpíada de Yane. Em Pequim 2008, a brasileira tinha ficado apenas na 18ª posição. Ela planeja encerrar a carreira logo após os Jogos de 2016 e refuta uma lógica de que, após essa evolução em Londres, possa brigar pelo ouro no Rio.
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"O pentatlo é incógnita muito grande. A campeã mundial ficou para trás aqui. Tudo pode acontecer. Da mesma forma que treinei bem para estar aqui em Londres, vou treinar para estar bem no Rio", afirmou.
 
TERRA
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Exausta, Yane avisa concorrentes: "não ia entregar a medalha"
Por Cirilo Junior
 
Primeira atleta a conquistar uma medalha para o Brasil no pentatlo moderno, Yane Marques era a imagem da exaustão e da superação depois de cruzar a linha de chegada. A atleta se jogou no chão e ficou ali deitada por algum tempo. Além da sensação de cansaço, o ato de se atirar logo após o fim da prova traduziu a sensação de alívio com o bronze garantido. Yane disse ter se esforçado bastante no final diante da ameaça das adversárias que se aproximavam.
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"Estava muito cansada, porque tive que dar um pique de quase 500 metros. Sabia que a chinesa vinha atrás, e ela corre melhor do que eu. Não ia entregar essa medalha de jeito nenhum", afirmou a brasileira, responsável pela 17ª condecoração do país nos Jogos de Londres.
 
Yane Marques Exausta
 
Ao mesmo tempo em que se esforçava ainda mais para garantir o terceiro lugar, Yane confessou que começou a acreditar que poderia até mesmo lutar pela prata, pois começava a se aproximar da britânica Samantha Murray. No final, a conquista do bronze representou a recompensa pela dedicação ao esporte e um sonho realizado, segundo as palavras da própria atleta.
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"Fiz o máximo que pude, cheguei muito cansada, morta, acabada. Deitei ali e parecia estar sonhando. Queria que alguém me beliscasse e dissesse que havia acabou e que eu era bronze", contou.
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Apesar de ter chegado à ultima etapa do pentatlo em segundo lugar, empatada em número de pontos com a lituana Laura Asadauskaite, Yane tinha consciência de que a maior probabilidade era lutar pelo bronze. Ela pontuou que a lituana e a britânica estão entre as melhores corredoras do mundo no pentatlo e fariam uma prova melhor do que a dela. As duas chegaram, respectivamente, nas primeira e segunda posições.
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"A minha briga era para segurar até a quinta colocação. Tinham duas atletas que vinham atrás, muito fortes. No Mundial, a chinesa me ultrapassou, e hoje (domingo) eu consegui segurar. Acho estou colhendo os frutos do trabalho que foi feito", comentou.
 
TERRA
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De Afogados da Ingazeira para o mundo: saiba mais de Yane Marques
Por Eduardo Amorim
 
A última medalha brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres saiu neste domingo, com a pernambucana Yane Marques. Nascida na pequena Afogados da Ingazeira, cidade do sertão do Estado a 377 km e 5h de carro da capital Recife, a pentatleta chegou a liderar a última prova do combinado, mas foi superada pela número 1 do mundo Laura Asadauskaite e se esforçou ao máximo para conseguir garantir a terceira colocação, na modalidade que é o ponto fraco dela na prova. Após a chegada, extenuada, ela caiu ao chão e foi às lágrimas.
 
Yane Marques Podium
 
Os cabelos louros e os olhos azuis representam muito bem a população do interior de Pernambuco, onde é comum ver o biotipo dos "galegos", como são conhecidos os descendentes dos holandeses que fugiram do litoral após a vitória das tropas portuguesas.
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Nascida na cidade sertaneja, Yane Marques tem se tornado conhecida pela população brasileira pelos resultados expressivos no esporte. Antes de competir em Londres, a atleta chegou a afirmar que "é muito bom ser abordada na rua e ser reconhecida pelo esporte que você pratica".
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Mesmo ainda não sendo famosa no País inteiro, Yane foi homenageada no Carnaval fora de época de Afogados da Ingazeira. Praticante de um esporte que tem se tornado conhecido pelos brasileiros, ela é a terceira colocada no ranking mundial do pentatlo moderno, feito inédito para sul-americanos.
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A atleta mora no Recife desde os 11 anos e foi selecionada para treinar pentatlo depois de vencer uma prova de biatlo. Aos 28 anos, há nove treina o esporte criado pelo Barão de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos.
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Nos Jogos de Pequim, a pernabucana terminou na 18ª colocação, depois de ter tido problemas com o cavalo sorteado para a prova de hipismo. Antes de sua primeira participação olímpica, já havia sido ouro no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007.
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Já como número 3 do mundo, Yane Marques sofreu uma decepção no Pan-Americano de Guadalajara, em 2011. Favorita ao ouro, a brasileira teve dificuldades na prova, não pelo desempenho em si, mas pela estrutura e condições adversas que ela foi disputada, como uma piscina com a temperatura mais elevada do que o comum. No evento combinado, a pernambucana acabou superada pela americana Margaux Isaksen, quarta colocada neste domingo na Olimpíada, e ficou com a prata.
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Determinada, a brasileira acumulou outros bons resultados antes dos Jogos de Londres, como o ouro no Aberto da França, no último mês de julho. Antes de chegar a Londres, foi para a Itália para se aclimatar às condições que encontraria nos Jogos Olímpicos.
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Viagens e treinos no exterior são comuns na vida da pentatleta, que treina seis dias por semana durante a manhã e a tarde, praticando três esportes diferentes diariamente.
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A preparação, que conta até com apoio psicológico, foi recompensada neste domingo. Tendo na corrida o ponto fraco, a brasileira se manteve tranquila, apesar de ver duas adversárias ultrapassarem no evento combinado, para terminar a prova em terceiro e levar o bronze inédito.
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"Se você não tem uma cabeça preparada, não vai saber agir corretamente no momento", declarou a atleta em janeiro deste ano ao Terra. Mantendo um bom ritmo na etapa final da decisão olímpica, mostrou estar bem preparada psicologicamente.
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Acostumada a treinar com cavalos diferentes, já que no pentatlo moderno os equinos utilizados são sorteado antes da prova, Yane teve boa aclimatação neste domingo, terminando a etapa de hipismo na nona colocação, o que a deixou empatada com Laura Asadauskaite, líder do ranking mundial, para a largada do evento combinado.
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Inspirada nos judocas brasileiros, Yane Marques conseguiu o que esperava nos Jogos de Londres: a primeira medalha do Brasil no pentatlo moderno. "Você é aquela menina que faz um monte de coisa", disse a pernambucana antes de competir em Londres sobre como ela era reconhecida pela população. Bronze olímpica, a brasileira coloca o esporte em evidência no País e o nome na história.
 
TERRA
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"No auge", Yane vê responsabilidade por ser 1ª medalhista do pentatlo
Por Cirilo Junior
 
Yane Marques entrou para a história neste domingo ao se consagrar como a primeira brasileira a vencer uma medalha no pentatlo moderno dos Jogos Olímpicos. Em Londres para a edição 2012 da competição, a competidora faturou o bronze na modalidade e realizou um feito inédito na história do País. Após o feito, a atleta viu sua responsabilidade aumentar.
 
Yane Marques Podium
 
"Passei a temporada toda treinando muito forte, estou feliz demais, toda dedicação, passei uma temporada inteira treinando forte e valeu a pena. É um sonho realizado. Cheguei aqui no auge da minha forma física e esperava brigar por essa medalha", disse Yane, emocionada pela conquista.
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"Fiz minha melhor esgrima, minha melhor natação, joguei bem taticamente durante a prova. Estou orgulhosa e sei que é uma responsabilidade ser a primeira medalhista do pentatlo moderno. Espero que seja a última Olimpíada na qual o Brasil tenha apenas um atleta nesse esporte. Em 2016 essa história vai mudar", concluiu a atleta.
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Yane Marques já havia conquistado duas medalhas pan-americanas no pentatlo moderno: uma de ouro, nos Jogos do Rio de Janeiro 2007, e uma de prata, em Guadalajara 2011.
 
TERRA
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Instrutor de Yane vê azar em sorteio, mas diz: "tirou leite de pedra"
Por Cirilo Junior
 
A brasileira Yane Marques conquistou um bronze inédito ao Brasil neste domingo, pelo pentatlo moderno dos Jogos Olímpicos de Londres, em provas realizadas no Greenwich Park. A lituana Laura Asadauskaite foi o ouro, e a britânica Samantha Murray foi prata. Para o instrutor de esgrima de Yane, a atleta mereceu a condecoração graças à sua dedicação aos treinos e também mesmo com um pouco de "azar".
 
Yane Marques Podium
 
"Ela jogou a melhor esgrima da vida dela, nadou a melhor marca, teve azar no sorteio do cavalo, mas como monta bem tirou leite de pedra. Ela correu muito bem", definiu Thales Metri, membro da comissão técnica de Yane Marques.
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"O pentatlo é um esporte pouco conhecido no Brasil, mas a Yane é muito dedicada, pensa 24 horas por dia no esporte. Ela merece muito, é muito esforçada. Essa medalha era um sonho, ela só pensava nela. Eles tinham esperanças na medalha, tinham 15 atletas muito fortes e ela era uma delas", concluiu o profissional.
 
TERRA
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Yane surpreende e leva brasileiros ao delírio no Twitter
 
A brasileira Yane Marques, que conquistou a surpreendente medalha de bronze no Pentatlo Moderno, levou a torcida brasileira ao delírio. No Twitter, a inesperada medalha no final da Olimpíada fez com que os internautas demonstrassem uma "última alegria" com os Jogos.
 
Yane Marques Esgrima
 
"Bronze para Yane Marques, ótima saideira do Brasil em Londres", elogiou @calhau. "Medalha espetacular! Tá morta a Yane, deu até o que não tinha. Sensacional!", vibrou @elisonps. "Eu tô tremendo, não consigo digitar!", se emocionou @reinalandrade.
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A medalha entra para a história do esporte brasileiro. "Assim como o Servílio de Oliveira ficou para a história no boxe, a Yane ficará para o pentatlo brasileiro", comparou @aldirjr, lembrando a primeira medalha da história do Boxe do Brasil, conquistada em 1968, e que só foi igualada em 2012.
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"Yane Maques o orgulho de Pernambuco nas Olimpíadas de Londres", escreveu @leleka_barros, lembrando o Estado de Yane, que nasceu em Afogados da Ingazeira.
 
TERRA
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Yane Marques fatura bronze inédito para o Brasil no pentatlo moderno
Por Cirilo Junior
 
A brasileira Yane Marques fez história neste domingo, pelos Jogos Olímpicos de Londres. A atleta confirmou seu bom desempenho no pentatlo moderno obtido ao longo de todo o dia, conseguiu um papel excelente na última prova - de tiro combinada com corrida - e conquistou a medalha de bronze, no Greenwich Park. A lituana Laura Asadauskaite ficou com o ouro, enquanto a britânica Samantha Murray foi prata.
 
Yane Marques Podium
 
Depois de estrear na Inglaterra com a modalidade de esgrima e assumir uma performance ótima, ainda se destacou mais com a natação e subiu ao segundo lugar geral. Depois, continuou se destacando com o hipismo, penúltima modalidade do pentatlo moderno, antes de também se manter entre os primeiros com o tiro e a corrida.
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A última modalidade do pentatlo moderno foi realizada com o evento combinado. Nesse esporte, o pentatleta tinha que acertar cinco disparos e depois percorrer 1.000 m. A sequência era repetida mais duas vezes, totalizando três séries de tiro, com 15 acertos, e 3.000 m de corrida.
 
TERRA
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Yane relembra: 'Minha mãe não sabia o que era pentatlo. Eu também não'
Ex-nadadora, pernambucana foi descoberta numa competição de biathlon. Apesar do desconhecimento sobre o esporte, sempre teve o apoio em casa
Por Bianca Rothier
 
O ano era o de 2003. A então adolescente Yane Marques frequentava no Recife a mesma piscina que a nadadora Joanna Maranhão, quando foi convocada para uma competição de biathlon. O organizador foi o Major Alexandre França, até hoje treinador da pernambucana. O objetivo dele era descobrir novos talentos que pudessem competir no pentatlo moderno.
 
Yane Marques Podium
 
- Era o início da Lei Piva. Os esportes menores tinham que estar espalhados pelo país para poder receber recurso. Foi aí que começou esse projeto - explicou Alexandre.
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A pernambucana da cidade de Afogados da Ingazeira foi a vencedora na categoria dela. Chamou tanto a atenção do organizador que ele decidiu fazer uma proposta. O primeiro desafio foi explicar exatamente o que seria.
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- Minha mãe não sabia o que era (pentatlo moderno). Na verdade, eu também não. Não conhecíamos. Mas ela sempre me apoiou - disse a agora medalhista olímpica de bronze.
 
Yane Marques Esgrima
 
Além da natação, Yane Marques deveria se dedicar também ao tiro, esgrima, hipismo e corrida. Se a jovem ganhou algo ao aceitar o convite?
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- Parabéns. Nós demos apenas parabéns. Sem incentivo financeiro algum. Foi sempre muito difícil. O discurso era o seguinte: a possibilidade de a sua filha ir para as Olimpíadas com a natação, com os tempos que ela tem hoje, é zero. Com o pentatlo tem alguma chance - afirmou Alexandre, que até hoje, mesmo morando em Porto Alegre, segue acompanhando sua maior descoberta.
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Yane Marques não tem patrocínio. De uma grande marca de material esportivo, ela só ganha produtos. Sobrevive com o soldo de terceiro sargento do Exército e uma bolsa-atleta. Ainda assim, ajuda a família. Não por acaso, quando a mãe, da arquibancada do Parque de Greenwich, viu a filha no pódio olímpico com a medalha de bronze, se encheu de orgulho.
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- Ela merece mais do que ninguém - disse dona Goretti.
 
GLOBO ESPORTE.COM
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